A JORNADA DO ENDURANCE

O insólito anúncio publicado em 1914 por Ernest Shackleton poderia ter assustado qualquer pessoa comum: "Precisa-se de homens para uma jornada arriscada. Salários baixos, muito frio, longos meses no escuro total, perigo constante, retorno seguro duvidoso. Honra e reconhecimento em caso de sucesso." Mas para aqueles que sentiram a chamada reverberando em seu íntimo, essa proposta não se tratava de um alerta de perigo, mas de um convite para a grande aventura de suas vidas.

 
O navio Endurance, batizado em homenagem ao lema da família de Shackleton, 'By endurance we conquer' (Pela resistência conquistamos), era a embarcação escolhida para transportar os aventureiros ao território mais inóspito e desconhecido da Terra: a Antártica. A jornada, como esperado, foi brutalmente desafiadora. O navio foi destruído pelo gelo antártico implacável e a equipe foi forçada a sobreviver em condições extremas durante quase dois anos. No entanto, Shackleton e seus homens não só sobreviveram como também fizeram história, numa impressionante demonstração de resiliência, união e coragem.

 
O fato de todos terem sobrevivido a tão terrível provação foi um testemunho de muitas coisas, mas especialmente da importância do espírito de equipe. Afinal, esses homens foram unidos não apenas pela percepção do perigo, mas também pelo vínculo de se aventurar juntos. Quando o gelo prendeu o Endurance, Shackleton imediatamente se esforçou para manter a moral da equipe elevada. No interminável inverno antártico, os homens realizaram apresentações de teatro, leram para o grupo e até organizaram uma competição de pentatlo.

 
Essa incrível história de sobrevivência e espírito de equipe nos lembra que, no fundo, a chamada que respondemos na vida determina muito sobre o nosso destino. Shackleton e sua tripulação eram vocacionados para a aventura, dispostos a enfrentar desafios intransponíveis e a triunfar juntos, mesmo que o sucesso parecesse uma perspectiva distante.

 
Entretanto, não se engane: essa jornada não foi sobre glória pessoal, mas sim sobre perseverança, superação e coragem compartilhada. Afinal, no fim da jornada, não é o perigo que se torna memorável, mas a bravura com a qual se encarou esse perigo. É a capacidade de rir nos tempos difíceis, de apoiar um ao outro, de enfrentar o desconhecido com determinação e de manter a fé, mesmo quando todas as esperanças parecem perdidas.

 
A lição que a incrível jornada de Shackleton nos deixa é que todos nós devemos encontrar a nossa própria "Antártica". Todos temos uma vocação que nos chama para além da segurança e do conforto, uma chamada que ressoa profundamente dentro de nós, uma chamada que requer coragem, determinação e, sim, resistência para responder.

 
Portanto, hoje, pergunte-se:

 
Qual é o seu chamado?

 
O que faz você se levantar de manhã e enfrentar os desafios do dia com um sorriso?

 
O que lhe faz olhar para o desconhecido com determinação e um senso de aventura, em vez de medo?

 
O que lhe motiva a perseverar quando o caminho se torna difícil e as condições se tornam quase insuportáveis?

 
Essas não são perguntas fáceis de responder, e a busca pela própria vocação pode ser tão desafiadora quanto a jornada de Shackleton. Porém, o importante é ter coragem para buscar essas respostas. Assim como os homens do Endurance, você pode se encontrar em situações onde as circunstâncias parecem contra você, onde o frio é intenso e a noite parece interminável.

 
Mas, tal como a tripulação do Endurance, você não precisa enfrentar esses desafios sozinho.
A história de Shackleton é um lembrete de que, quando encaramos nossos desafios com espírito de equipe, nos tornamos mais fortes. Não é a adversidade que define nosso caráter, mas a maneira como nos unimos para superá-la.

 


 
JOÃO OLIVEIRA organizou esse texto.


Tripulação do Endurance jogando bola sobre o gelo que prendeu o navio no mar de Wendell por 10 meses antes de afundá-lo completamente.

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Prof. Dr. João Oliveira, psicólogo clínicoProf. Dr. João Oliveira, psicólogo clínico

Prof. Dr. João Oliveira, Doutor em Saúde Pública, Psicólogo,  62 anos (2024), começou com a Hipnose aos 18, em 1980. Já são 44 anos estudando, praticando, se beneficiando e, acima de tudo, descobrindo a cada dia novas formas de atuar com essa ferramenta espetacular.

Prof. Dra. Beatriz Acampora, Doutora em saúde Pública, Psicóloga, estuda a hipnose há mais de 20 anos, sempre buscando o que há de melhor na área para auxiliar seus clientes, criando propostas de trabalho inovadoras que são ferramentas poderosas na terapia.

Responsável Técnica: 

Profa. Dra. Beatriz Acampora e Silva de Oliveira CRP 05/32030

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